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A
prática da parceria e do relacionamento em rede é já usual no âmbito
da intervenção comunitária. A implicação de todos os agentes locais
numa teia de relações de solidariedade e parceria horizontais é
fundamental para pensar globalmente recursos, prioridades,
constrangimentos e potencialidades.
A política de parcerias que aqui se propõe, assenta:
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Numa alteração estrutural das relações de poder entre o central e o
local, o público e o privado, o formal e o informal no sentido da
horizontalidade, da complementariedade e da reciprocidade;
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Num reforço do diálogo com as entidades públicas e as autoridades
locais no sentido da confluência de esforços e da captação de recursos
complementares a este projecto;
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Num alargamento a todos os grupos populacionais, incluindo públicos alvo
que, tradicionalmente são excluídos dos debates e das decisões, no
sentido do “empowerment”, da participação e contributo efectivo de
todos;
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Num incentivo ao funcionamento em rede contemplando os diferentes níveis,
identidades e referenciais territoriais (local, regional, distrital e
nacional).
A
parceria concebida desta forma pode tornar-se numa verdadeira “força”
impulsionadora de desenvolvimento comunitário, situado além das
clivagens, ideológicas e sócias que por vezes se reveste, ultrapassando,
também, a classificação de simples reunião de representantes
institucionais. Nesta perspectiva o funcionamento em rede não é um fim
em si, mas antes, um instrumento para a concretização dos objectivos do
projecto e um garante para a continuidade e multiplicação dos seus
resultados.
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